Bahia

Marcha pela Reforma Agrária avança com presença de lideranças

Caminhada chega hoje ao sétimo dia, com apoio também de secretárias e deputado federal

A Marcha Estadual pela Reforma Agrária 2026 na Bahia avança à reta final, hoje (14), também com apoios institucionais. É o caso da secretária nacional de Movimentos Populares e Políticas Setoriais do PT, Lucinha Barbosa; da secretária de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades) da Bahia, Fabya Reis; e do deputado federal Valmir Assunção (PT-BA).

Como lideranças históricas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), os três se somam aos mais de dois mil participantes da marcha, entre acampados e assentados. A mobilização, organizada pelo MST, começou quarta-feira (8), em Feira de Santana, e percorre 120 quilômetros até Salvador, sexta-feira (17).

O deputado Valmir Assunção caminha com os trabalhadores e trabalhadoras rurais, desde o início da marcha. Único mandato em Brasília oriundo dos sem-terra da Bahia, ele frisa que a mobilização reafirma a defesa e importância da reforma agrária popular.

“Estamos no sétimo dia de marcha e vamos chegar a Salvador para apresentar pauta ao governador Jerônimo Rodrigues, ao Governo Federal do nosso presidente Lula. São reivindicações que traduzem terra, água, crédito, educação, saúde e infraestrutura para 15 mil famílias assentadas e quase 20 mil famílias acampadas lutando pela reforma agrária, que produz alimento saudável para o povo brasileiro”, afirma Valmir Assunção.

Memória e valorização

A secretária Lucinha Barbosa destaca o lema da marcha – 30 Anos do Massacre de Eldorado dos Carajás: por Memória, Justiça e Reforma Agrária Popular. “A evocação dessa tragédia reitera a urgência de enfrentar desigualdades e violências no campo”, frisou.

Outro aspecto da marcha é a valorização da reforma agrária para a produção de alimentos. Segundo a secretária Fabya Reis, “fortalecer a agricultura familiar é garantir comida saudável na mesa do povo e desenvolvimento com justiça social no campo”.

Mobilização pacífica, a marcha defende novo modelo de desenvolvimento, com democratização da terra, respeito aos povos e produção de alimentos saudáveis. No trajeto, os participantes também realizam atividades formativas, ações de solidariedade e debates sobre a conjuntura nacional e os desafios da reforma agrária popular.

Texto: Ascom

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